Brasília (DF) – O mercado brasileiro de medicamentos voltados ao controle metabólico e combate à obesidade ganha uma nova configuração regulatória. Pacientes que dependem de tratamentos modernos com canetas aplicadoras passarão a ter acesso a alternativas mais diretas, após o aval concedido para a circulação dos primeiros genéricos à base de liraglutida no território nacional.
A medida foi oficializada nesta terça-feira, dia 8, por meio de publicação no Diário Oficial da União. A desenvolvedora responsável pelas novas opções é a farmacêutica brasileira EMS, que obteve a aprovação para o registro de duas apresentações do medicamento, ambas formuladas na concentração de 6 miligramas por mililitro.
A liraglutida desempenha um papel fundamental no manejo de condições crônicas de saúde. O composto atua de forma dupla no organismo, sendo eficaz tanto no controle do diabetes tipo 2 quanto no tratamento da obesidade. O mecanismo de ação da substância ajuda a equilibrar as taxas de açúcar no sangue e atua diretamente na redução do apetite, fatores considerados decisivos para o sucesso terapêutico dos pacientes.
Até o momento, a EMS já operava nesse segmento específico do mercado de saúde por meio de duas marcas registradas de canetas aplicadoras. Uma delas é o Lirux, indicado principalmente para o gerenciamento da glicemia, e a outra é o Olire, prescrito para o controle de peso corporal tanto em adultos quanto em adolescentes.
A grande transformação prática trazida pela nova chancela regulatória reside na simplificação da oferta. Com a liberação dos genéricos, os medicamentos não precisam mais estar atrelados a um nome de fantasia comercial. O consumidor poderá adquirir o produto diretamente sob a nomenclatura do princípio ativo, o que desburocratiza a comercialização nas drogarias de todo o país e introduz uma dinâmica de concorrência que costuma favorecer o bolso do paciente.








