Brasília (DF) – A rotina severamente incapacitante de quem convive com episódios frequentes de dores de cabeça intensas ganhou um novo e importante aliado terapêutico no Brasil. Pacientes adultos que sofrem com pelo menos quatro crises mensais de enxaqueca passam a contar agora com uma nova opção de tratamento preventivo de uso oral, que foi recentemente autorizada para comercialização em todo o território nacional.
A substância ativa atogepanto, que chegará às farmácias sob o nome comercial de Aquipta, teve seu registro oficial concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A homologação da agência reguladora, devidamente publicada por meio de resolução no Diário Oficial da União, atendeu a um pleito de registro apresentado pela ABBVIE Farmacêutica, responsável pelo desenvolvimento do produto.
O funcionamento inovador do fármaco consiste no bloqueio direto de uma via neurológica específica que atua ativamente na transmissão das mensagens de dor ao cérebro. Diferente de muitas das alternativas preventivas já disponíveis no mercado nacional, que não atuam diretamente sobre os mecanismos fisiopatológicos próprios da enfermidade, a nova molécula foi projetada de forma direcionada com o intuito de evitar o surgimento precoce das crises dolorosas.
Os testes e pesquisas clínicas conduzidos com o composto demonstraram que a terapia preventiva oral é capaz de diminuir significativamente a quantidade média de dias que o paciente passa com dor ao longo de cada mês. Essa redução no impacto cotidiano representa um ganho muito expressivo de bem-estar para indivíduos que costumam ter suas rotinas profissionais e pessoais totalmente paralisadas pela patologia.
Clinicamente, a enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de cefaleia que variam de moderada a severa intensidade. O quadro clínico doloroso costuma vir acompanhado de outros sintomas bastante debilitantes, como episódios frequentes de náuseas, vômitos e uma sensibilidade extrema tanto à luminosidade quanto aos ruídos do ambiente. Atualmente, estima-se que essa condição neurológica crônica acometa cerca de 15% de toda a população mundial.








