Brasília (DF) – A corrida para recuperar as taxas de imunização no Brasil ganha um capítulo decisivo neste sábado (22), com a mobilização nacional do Dia D de Multivacinação. Postos de saúde de todo o território nacional abrem as portas para receber menores de 15 anos, em um esforço concentrado para regularizar as cadernetas e frear o avanço de doenças evitáveis.
A grande novidade desta etapa é a estreia da vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como pneumo 20. O imunizante, voltado para menores de 5 anos, amplia significativamente a proteção contra o pneumococo, bactéria por trás de quadros graves de pneumonia e meningite. Em pronunciamento oficial na véspera do mutirão, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou as famílias a participarem da ação, classificando a união de forças como essencial para proteger o público infantil.
Ao todo, a mobilização disponibiliza as doses que compõem o Calendário Nacional. Estão disponíveis vacinas como BCG, hepatite B, penta, poliomielite (VIP), rotavírus, pneumocócica 10-valente e 20-valente, meningocócica C e ACWY, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A, dT, HPV4 e dengue, aplicadas conforme a necessidade e a idade de cada paciente.
O alerta é ainda mais urgente no estado de São Paulo. O avanço de casos de sarampo nas Américas e o registro de infecções importadas no país acenderam o sinal vermelho. Por isso, uma estratégia de vacinação indiscriminada atende moradores de 6 meses a 59 anos na capital paulista, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo. O esforço nesses três municípios já resultou na aplicação de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral entre os dias 3 e 14 de agosto, sendo 87,2 mil delas destinadas a crianças de 5 a 11 anos.
A campanha segue em andamento até o dia 1º de setembro. Até a última quarta-feira (18), mais de 180 milhões de doses já haviam sido distribuídas para abastecer a rede pública ao longo do ano, com destaque para a alta procura pelos imunizantes contra gripe, sarampo e paralisia infantil. Diante do desafio de engajar a população, as autoridades reforçam o apelo para que os pais ignorem boatos sem base científica que circulam nas redes, garantindo a proteção segura de seus filhos.








