São Paulo (SP) – A mobilização para atualizar a carteira de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos já está em andamento em todo o território paulista. Iniciada em 3 de agosto, a iniciativa estende-se até o dia 1º de setembro em todos os 645 municípios do estado, disponibilizando uma lista de 20 imunizantes essenciais que variam conforme a faixa etária e o histórico clínico de cada jovem.
O leque de proteção é amplo e engloba imunizantes contra BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, pneumocócica 20-valente, meningocócica C, influenza, covid-19, febre amarela, meningocócica ACWY, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A, pneumocócica 23-valente, dT, HPV e dengue tetravalente. Para receber as doses necessárias, os pais devem apresentar o documento de registro vacinal nos postos, garantindo que apenas as doses em atraso sejam aplicadas de forma personalizada.
Paralelamente, o combate ao sarampo recebe atenção prioritária em três municípios da região metropolitana: São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nestas localidades, a dose da vacina é indicada para pessoas de seis meses a 59 anos de idade, independentemente de já terem sido vacinadas anteriormente, desde que observados os intervalos de segurança e as contraindicações médicas. O esforço concentrado busca conter a circulação do vírus após a confirmação de 23 casos da doença no estado em 2026.
Do total de infectados neste ano, dois casos foram importados e os outros 21 têm relação direta com essa importação, embora o foco inicial da transmissão não tenha sido mapeado. A distribuição geográfica aponta 20 pacientes na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. A vulnerabilidade do grupo é evidente: 16 doentes não tinham registro vacinal ou estavam com o esquema incompleto, sendo que 15 tinham menos de dois anos de idade e oito estavam na faixa entre 15 e 50 anos. No ano anterior, em 2025, o estado registrara apenas dois casos importados, ambos na capital.
Desde a largada da campanha, os três municípios prioritários já aplicaram cerca de 660 mil doses da vacina tríplice viral. A capital responde pela maior fatia, com 500 mil aplicações, seguida por Guarulhos com 90 mil e São Bernardo com 70 mil. Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, aponta que cada dose administrada fortalece o bloqueio coletivo contra o vírus, mas reforça que a adesão contínua da população é indispensável para o sucesso da iniciativa.








