Brasília (DF) – Mutirões e atendimento móvel impulsionam alta de oito por cento no volume de operações de média e alta complexidade do sistema público
A fila de espera por procedimentos médicos no Brasil começou a encolher de forma mais acelerada na primeira metade de 2026. Entre janeiro e junho, os hospitais públicos do país realizaram mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas, um avanço que consolida a tendência de recuperação do atendimento após os gargalos acumulados nos últimos anos.
Esse volume representa uma alta de 8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, o que significa 608 mil procedimentos adicionais entregues à população. O ritmo atual mantém a curva ascendente observada em 2025, ciclo que fechou com um acumulado de 14,9 milhões de atendimentos cirúrgicos agendados.
A expansão da capacidade de atendimento não ocorreu de forma isolada, mas alcançou 20 estados do país. O Distrito Federal liderou essa arrancada com um salto expressivo de 31% nas operações, seguido por Sergipe, com 25%, e Paraíba, que registrou 23% de acréscimo. Bahia e Ceará também se destacaram, ambos com um crescimento de 20% em suas marcas temporais. Em outras regiões, os índices de ampliação também foram robustos: o Amapá registrou alta de 18%, Alagoas e Piauí empataram com 15%, e Roraima obteve 14%. Estados populosos como Minas Gerais, com 13%, Goiás, com 12%, além de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ambos com 11%, acompanharam o movimento de aceleração.
Por trás dessa dinâmica está o impacto direto de estratégias de descentralização e mutirões, consolidadas na iniciativa Agora Tem Especialistas. Sozinho,








