Salvador (BA) – Sugestões de títulos alternativos:
Informativo: Entidades de saúde visual criam manual prático para combater a miopia em menores de idade
Emocional: O perigo invisível das telas: como o confinamento digital ameaça o desenvolvimento dos olhos das crianças
Curiosidade: Por que o contato com a luz do sol é fundamental para evitar o uso precoce de óculos de grau
Impacto: Alerta médico de urgência tenta conter explosão de casos de miopia entre o público infanto-juvenil
SEO: Miopia infantil e tempo de tela: oftalmologistas revelam limites de uso diário de eletrônicos
Redes sociais: Menos celular e mais brincadeiras na rua: especialistas dão a receita para proteger a visão dos pequenos
Subtítulos de referência:
1. Diretrizes indicam veto total de telas para bebês e restrições severas até a adolescência
2. Luz natural atua como fator biológico de proteção contra deformações no globo ocular de jovens
3. Mutirão de atendimento na Bahia distribui óculos e realiza consultas gratuitas durante congresso
Duas horas diárias sob a luz do sol podem ser o melhor remédio contra a epidemia silenciosa de miopia que afeta a infância moderna. Com o avanço rápido da necessidade de óculos de grau entre os mais jovens, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram, nesta sexta-feira (11), um guia prático para reverter o cenário de dependência digital que prejudica a visão de crianças e adolescentes.
A iniciativa, batizada de “Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos”, foi apresentada em Salvador durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), evento que se estende até o sábado (12). O documento será enviado para secretarias municipais e estaduais de Saúde e Educação de todo o país, buscando transformar a rotina tanto no ambiente doméstico quanto nas salas de aula.
De acordo com especialistas, a exposição solar funciona como um escudo biológico contra o alongamento do globo ocular, processo que causa a miopia. Quando as crianças passam tempo em locais abertos, elas deixam de focar a visão apenas em superfícies próximas, como as telas de celulares e tablets, exercitando os olhos para distâncias variadas.
O plano de ação proposto não exige investimentos financeiros ou tratamentos complexos, focando na mudança de hábitos diários. A principal diretriz médica estabelece limites rígidos para o uso de dispositivos eletrônicos conforme a idade. Para bebês de até dois anos, o tempo de tela deve ser nulo. Crianças de dois a cinco anos podem acessar os aparelhos por no máximo uma hora diária, limite que sobe para duas horas na faixa de cinco a dez anos. Já para adolescentes de até 18 anos, o teto recomendado é de três horas diárias.
Além das orientações, o congresso na capital baiana promoveu a quinta edição do Projeto Pequenos Olhares, que realizou consultas e exames diagnósticos gratuitos para cerca de mil jovens. Aqueles que apresentaram problemas de refração receberam óculos de grau sem custo, em uma ação conjunta de médicos voluntários para mitigar o impacto da falta de assistência oftalmológica precoce.







