Rio de Janeiro (RJ) – Um cachorro que vivia na zona urbana do bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, teve a confirmação de raiva em agosto deste ano. O animal, que possuía histórico de contato com morcegos, precisou ser sacrificado após o diagnóstico da doença. O caso foi detalhado em um alerta emitido pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) em 18 de setembro, disparando um sinal de atenção para os tutores de animais domésticos em todo o estado.
Após a identificação do foco, as autoridades sanitárias realizaram uma pesquisa epidemiológica na região. As pessoas que tiveram contato com o animal foram submetidas à profilaxia antirrábica e seguiram sob monitoramento médico, não sendo registrado nenhum caso de infecção humana. A raiva é uma zoonose viral grave, caracterizada por uma inflamação progressiva no cérebro que apresenta letalidade próxima de 100% após o surgimento dos primeiros sintomas clínicos.
Embora não haja registros de casos de raiva humana no estado desde 2020, em Angra dos Reis, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves, sublinha que o episódio serve como lembrete de que a prevenção deve ser uma rotina constante. A vacinação anual, coordenada pelas prefeituras seguindo diretrizes do Programa Nacional de Profilaxia e Controle da Raiva, permanece como a ferramenta mais eficaz para conter a circulação do vírus.
A próxima etapa da campanha de vacinação no estado está agendada para este sábado, dia 26. Além da imunização, as autoridades recomendam que tutores evitem o acesso livre de cães às ruas e que gatos sejam mantidos dentro de casa, preferencialmente com telas de proteção. O manejo de animais feridos, doentes ou com comportamento atípico, como salivação excessiva e paralisia, deve ser evitado, sendo necessária a comunicação imediata aos serviços de vigilância municipal.
O alerta do CRMV-RJ estende-se aos cuidados com morcegos. Esses animais, que possuem função ecológica vital para a polinização e controle de insetos, não devem ser tocados, capturados ou removidos por conta própria, especialmente se encontrados caídos ou em locais incomuns durante o dia. Em qualquer situação de agressão causada por mamíferos, a recomendação é lavar a área atingida com água e sabão de forma abundante e buscar socorro médico imediatamente, independentemente da gravidade da lesão, para avaliação da necessidade de aplicação de vacina ou imunoglobulina.








